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ADVOGADA E PSICÓLOGA: Como essa dupla pode trabalhar em parceria? (Parte I)

Estamos iniciando o mês de agosto, quando se comemora o “Dia do/a Advogado/a” (11/08) e o “Dia do/a Psicólogo/a” (27/08), então, escolhemos este momento para abordar as possíveis formas de trabalho em conjunto das áreas. Ainda, no perfil da @azen_advocacia acontecerá uma LIVE sobre a “Avaliação Psicológica para Fins Jurídicos”. Logo divulgaremos a respeito e, quem será nossa ilustre convidada para esse bate-papo!

Assim, no decorrer do mês de agosto vamos trazer possíveis contextos jurídicos que se pode utilizar da avaliação psicológica, como também outras formas de trabalho entre direito e psicologia. Hoje nos propomos a comentar um pouco sobre como a avaliação psicológica pode ser utilizada nas demandas familiares dos clientes em escritórios de advocacia.

Por exemplo, quando um casal com filhos se separa e busca orientação jurídica, percebe-se, num primeiro momento, a presença da ansiedade e da insegurança para encarar esta nova realidade. O pai ou a mãe podem estar abertos a estabelecer uma nova relação, agora estritamente parental, porém como comunicar as expectativas sobre a convivência com os filhos, e ao mesmo tempo demarcar o fim da relação conjugal. No início, o GRANDE DESAFIO que se apresenta é não misturar as questões conjugais com as parentais.

Assim, o/a advogado/a pode ser um (a) facilitador(a) nesse processo ao trazer as orientações jurídicas e expor possibilidades de arranjos quanto à convivência com os filhos a partir do contexto de cada família. O ideal é que os pais com os filhos pudessem experimentar um pouco algumas combinações antes de levar ao Juiz a homologação de um pedido de guarda, convivência e alimentos.

Nessa fase a psicologia pode ser uma excelente parceira! Entre umas das alternativas, aponta-se a avaliação psicológica das competências parentais. Ela é realizada por um(a) psicólogo/a capacitado(a) neste tipo de avaliação, que pode acontecer SEM a presença de um processo judicial. Isto é, ela pode ser um instrumento bem relevante quando os pais estão refletindo sobre a guarda e a convivência dos filhos.

Dessa forma, o/a advogado/a e os pais com o laudo em mãos podem, então, chegar a uma decisão mais assertiva sobre o novo formato de família com pais separados compartilhando os cuidados com os filhos, que são os atores principais deste trabalho. As crianças e os adolescentes são sujeitos de direitos e precisam de uma escuta ativa nos casos de disputa de guarda, o que não significa lhes perguntar com quem quer ficar, mas para que eles tenham espaço para expressar a sua percepção de tudo que está acontecendo.

Gostou? Então, venha conferir meus outros textos clicando no link da minha bio.

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