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PREPARAÇÃO PARA ADOÇÃO

Hoje vou escrever o texto na primeira pessoa, porque tratar do tema da adoção mistura a minha história pessoal com a questão legal e técnica.


Lá pelo ano de 2010, lembro de estar na sala de espera da minha terapeuta quando peguei uma revista e li uma reportagem sobre adoção. Nesta matéria estava dito que a adoção é pensada para as crianças e os adolescentes. Ao ler esta frase, pensei: “Mas eu quero ser mãe, então, como adoção não pensa também nas mães e pais adotivos?”


Passado este momento, estudando a temática e conversando com especialistas no assunto, concluí que realmente a adoção veio para atender as crianças e adolescentes que “precisam” ser colocadas em famílias substitutas. Por inúmeros motivos, a família biológica “não deu certo”, vamos dizer assim.


Entretanto, para que esta família substituta dê certo é muito importante que alguns requisitos ou preparativos aconteçam previamente. As crianças e adolescentes que são disponibilizados para adoção precisam ser preparados para entrar em uma nova família. O luto pela perda/ausência da família biológica precisa ser elaborado.


A preparação também está prevista para as pessoas que pretendem ser pais e mães por adoção, conforme os parágrafos 3º e 4º, do artigo 50, do ECA. É fato que, até a chegada do filho, poderá transcorrer alguns anos (entre 02 a 10 anos), dependendo do perfil do filho desejado. Quanto mais nova a criança, a princípio, mais tempo de espera. Apesar dessa questão ser relevante, quanto ao tempo de espera, indica-se que quem deseja ser pai ou mãe por adoção precisa refletir muito sobre o perfil do filho. A escolha ideal será aquela que respeite as expectativas de cada um.


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