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A MORTE E O INVENTÁRIO PODEM REPRESENTAR ALGO POSITIVO PARA A VIDA DAS PESSOAS?

A primeira resposta sobre este questionamento seria com certeza: NÃO!

Porém, a partir da leitura e estudo sobre a morte e o inventário, como também da experiência com famílias que já vivenciaram o luto, é possível arriscar a resposta que sim, é possível que momentos difíceis tragam aprendizado. O leitor deste pequeno texto pode parar agora, e com sentimento de raiva pensar: como alguém ousa dizer que perder alguém traz algo positivo como uma aprendizagem?

É certo que o falecimento de alguém provoca mudanças significativas no seu núcleo familiar; dependendo do papel que o falecido ocupava, os seus parentes precisarão mais ou menos alterar como tudo se dava até então. Por exemplo: o marido faleceu, ele era o provedor e cuidava da vida financeira da família; se ele deixar uma pensão por morte e bens suficientes é uma situação, mas se não for isto como então ficará o pagamento das despesas de quem dependia dele? As pessoas terão que se reorganizar financeiramente.

Outros pequenos exemplos podem ser percebidos quando quem morreu era quem cuidava da casa, cozinhava, cuidava de alguém doente, entre outros casos. A sua ausência disparará a necessidade nos sobreviventes de mudanças no que vinha acontecendo. Quem vai assumir o que o finado fazia? Tudo vai ser feito como era até agora ou a pessoa que o substituiu vai fazer diferente?

No procedimento do inventário não é diferente! Com a morte, os bens do falecido são transferidos automaticamente para os seus herdeiros. A partilha vai apenas concretizar a divisão dos bens entre os herdeiros. Eles vão, assim, assumir a propriedade de um imóvel, por exemplo, e a partir de agora terão o bônus e o ônus desta relação com este bem. Dessa forma, uma nova realidade com novos desafios!

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